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Para a certificação na portaria 79, devemos estar atentos à composição do produto, tendo em vista que sua certificação é feita por família, ou seja, cada família terá o seu respectivo número de registro.

 E o que é família mesmo?

São modelos que possuem as mesmas características construtivas para os colchões de espuma, que possuem a mesma composição e a mesma classificação quanto ao tipo de colchão/colchonete, podendo se diferenciar apenas pela largura, altura, comprimento, tipo de revestimento e espuma do revestimento.

A lógica é que ao se coletar um modelo ele seja representativo de todos os modelos englobados pela família.

Lembrando que famílias diferentes não podem possuir modelos com nomes idênticos e o nome do modelo não deve referenciar a densidade.

Definir a composição das famílias que serão certificadas, é o primeiro passo para a empresa que pensa em obter o selo do INMETRO.

Mas para fazer isso, é importante conhecer a portarias 79 e as normas relacionadas para verificar se o produto que você quer certificar está dentro dos requisitos apontados pelo INMETRO ou se precisará de ajuste prévio.

Abaixo vou listar alguns requisitos importantes que devem ser considerados na hora de estabelecer os modelos de colchões e consequentemente suas respectivas famílias:

Espessura mínima e máxima dos colchões:  Os colchões precisam ter um tamanho mínimo e máximo, conforme tabela abaixo:

 

TiposEspessura total das espumas do colchão
Mínima (cm)Máxima (cm)
Colchonete48
Colchão infantil7Não há
Colchão geral12Não há
Colchão auxiliar5Não há
Colchão box conjugado5Não há
Colchão misto5Não há

 

Para se chegar a tal espessura, o produto pode ser composto de lâminas coladas, conforme as regras do item 4.3 da referida norma ABNT NBR 13579-1.

Portanto, para colchão do tipo composto, é permitido colagens entre lâminas diferentes para que, somadas, componham a espessura mínima total.

Propriedade da espuma

Exige-se que a densidade de espuma declarada pelo fabricante (na etiqueta do colchão) seja realmente aquela oferecida no produto.

Além disso, a espuma deve atender a alguns parâmetros de desempenho (estabelecidos nas normas técnicas que dão base ao regulamento), sejam eles força de identação (dureza), fator de conforto, fadiga dinâmica (perda de espessura e perda de dureza), deformação permanente à compressão, resiliência e teor de cinzas.

Revestimento

É importante que o revestimento seja suficientemente resistente, por isso são avaliadas as propriedades de repelência à água (quando declarado), resistência ao estouro (para os tecidos do tipo malha), resistência à tração (para os tecidos simples e tecidos “não-tecido”) e esgarçamento (para os tecidos simples).

Todos os ensaios exigidos estão referenciados nas normas ABNT NBR 13579-1 e 13579-2

Densidade mínima no produto

De acordo com a portaria 349, que é complementar à portaria 79, a espuma deve ter as seguintes densidades mínimas de acordo com sua classificação:

  • Para colchão auxiliar, box conjugado e misto, a(s) lâmina(s) de espuma convencional(is) deve(m) possuir densidade mínima de 28 kg/m3;
  • Para colchões infantis, a(s) lâmina(s) de espuma convencional(is) deve(m) possuir densidade mínima de 18 kg/m3;
  • Para os demais colchões e colchonetes, a(s) lâmina(s) de espuma convencional(is) deve(m) possuir densidade mínima de 20 kg/m3;
  • A densidade das espumas utilizadas no revestimento dos colchões infantis deve ser maior ou igual a 16 kg/m3.
  • A densidade das espumas utilizadas no revestimento dos demais colchões devem ser maior ou igual a 18 kg/m3.

Existem vários critérios que devem ser verificados durante a implementação e eu só listei alguns para não ficar muito extenso.

Mas acredito que com essas informações você consegue ter uma boa base sobre quais características seus produtos devem ter.

Parece complicado não é mesmo?

Mas é mais simples do que imagina.

Depois que você aprende, não esquece mais.

Vale ressaltar também que após a elaboração dos memoriais descritivos com as famílias definidas, o Organismo Certificador irá ratificar tudo o que foi definido no sentido de checar se os modelos listados são realmente da mesma família.

E caso tenham alguma consideração, você será informado para prover a alteração do memorial descritivo da família sob orientação deles, super tranquilo.

Para finalizar, aqui vai uma dica:

Sempre que modelos forem de uma mesma família, eles poderão ser representados pelo mesmo Memorial descritivo (disponibilizado pelo Organismo Certificador de Produto).

Caso contrário, o modelo deverá compor uma família diferente.

Sendo assim, comece preenchendo um memorial e vai colocando nele os modelos que você acha que são da mesma família, se em algum momento você verificar uma divergência, é porque eles são de famílias diferentes.

Se você ainda tiver dúvidas, entre em contato comigo.

Eu posso te ajudar.

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