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“O Sucesso de uma empresa, não pode ser garantido pelo aumento das vendas. A falta de caixa, para pagar as obrigações financeiras sempre põe em perigo uma empresa.” (Gropelli 2006)

Certamente podemos entender que, gerenciar bem o caixa da empresa, é um assunto que deve ser levado a sério.

Assim com o cenário de concorrência cada vez mais competitivo, as empresas que traçam uma estratégia vencedora.

Vêm buscando implantar ferramentas e conhecimentos adequados para a gestão do caixa.

Com efeito para sobrevivência de qualquer empresa, é necessário que o fluxo de caixa apresente liquidez.

Mas o que isso quer dizer?

Ademais, liquidez é a capacidade que a empresa possui  em sanar os compromissos financeiros assumidos.

Enquanto que as operações da empresa tenham continuidade, isso significa dizer que, se a empresa tem liquidez, ela tem toda as condições de gerar Lucro.

Afinal, acompanhar permanente os resultados do Fluxo de Caixa traz como premissa, avaliar o desempenho financeiro.

Bem como conduzirmos a correções que sejam necessárias.

Portanto podemos considerar alguns objetivos para uma gestão eficaz do fluxo de caixa.

Cuide bem do capital de giro, pois a empresa pode quebrar vendendo!

Sobretudo esse assunto está diretamente relacionado com duas situações rotineiras em qualquer empresa, os recebimentos e pagamentos.

Normalmente o prazo de pagamento das compras são menores que os prazos de recebimento das vendas.

Ou seja, se a venda aumenta obviamente terá que comprar mais, e junto com a compra, mais compromisso assumido.

Porém a velocidade de recebimento não é a mesma, criando um descompasso e reduzindo o poder de liquidez.

Portanto um fluxo de caixa que permita a visão das contas a pagar e contas a receber, certamente dará lucidez.

Dessa forma você saberá qual sentido terá que conduzir a empresa, que poderá ser uma negociação com maior prazo de pagamento.

Ou até mesmo uma reestruturação nos prazos concedidos aos seus clientes.

Portanto não caia na armadilha de ficar sem capital de giro.

Alguns fatores que afetam o Fluxo de Caixa

  • Inadimplência não monitorada e ineficácia na cobrança;
  • Investimentos mal planejados acarretando uma sobrecarga de pagamentos;
  • Prazo elástico de prazo aos clientes sem antes analisar, no intuito de aumentar a competitividade ou participação do mercado;
  • Compras desnecessárias sem haver um estudo prévio da necessidade;
  • Descompasso dos prazos de recebimento e pagamento;
  • Aumento das vendas de forma acelerada sem avaliar o volume de compras e custos operacionais;
  • Distribuição de dividendos sem observar a capacidade de liquidez da empresa;
  • Salários dos Proprietários acima da capacidade de pagamento da empresa
  • Pagamento de juros e empréstimos por conta de endividamentos adquiridos;
  • Compra de produtos sem rotatividade, gerando dinheiro parado no estoque;
  • Aumento da inflação, mudando o poder aquisitivo dos clientes;
  • Mudança na política cambial, fiscal e de crédito;
  • Entrada de novos concorrentes;
  • Aumento de Carga tributária;
  • Mudança da política fiscal;
  • Aumento do nível de inadimplência;
  • Desaceleração na prospecção de novos clientes, por falta de investimentos na área de tecnologia e recursos humanos.

Planejando o Fluxo de Caixa

Primordialmente ao planejar o fluxo de caixa da empresa, é necessário ter como base uma estrutura prática, dinâmica e que tenha utilidade.

Principalmente na construção das informações de entrada e saída do caixa.

O Fluxo de Caixa é uma das ferramentas mais eficientes usadas para controle financeiro.

Dando possibilidade de ser elaborado de diversas maneiras, conforme necessidade da empresa.

Uma das funções mais importantes que o fluxo de caixa oferece é:

Detectar durante um período, se houve excedente de caixa ou escassez de recursos financeiros pela empresa.

Observados o saldo inicial, somados aos ingressos menos o somatório de desembolsos.

Se verificada a existência de Saldo Final Positivo.

Dará a empresa a possibilidade de usufruir de uma forma mais eficiente a utilização desses recursos.

Caso contrário, permitirá que a empresa busque no mercado meios de captação de recursos.

A prática de prever o fluxo de caixa, beneficia a empresa em indicar previamente as suas necessidades financeiras.

Observando os compromissos assumidos, trazendo a tona possíveis problemas de caixa, antes mesmos que eles aconteçam.

Para o dia a dia das empresas, é adequado um plano de caixa de pelo menos três meses.

Mas qual é a forma correta?

A forma correta de gerenciar os recursos poderá reduzir consideravelmente a necessidade de capital de giro, propiciando uma lucratividade maior, ocasionada pela redução dos encargos financeiros.

Justifica-se assim, a importância da análise criteriosa e da revisão do fluxo de caixa, para que através desta ferramenta a empresa possa medir os resultados obtidos.

De pouca valia, serão as projeções de fluxo de caixa se as mesmas não forem utilizadas como ferramenta básica de gestão empresarial.

Através das projeções realizadas, poderá ser verifica a falta o excesso de recursos, dentro do período analisado, bem como poder-se-á avaliar os resultados obtidos, possibilitando desta forma que sejam adotadas medidas corretivas, e se restabeleça um novo fluxo de caixa, considerando estas modificações.

As Vantagens do Fluxo de Caixa

Através do que aconteceu, poderá ser feito uma projeção de caixa para o futuro (próxima semana, próximo mês, próximo trimestre, etc.).

Comparar fluxo de caixa planejado com o realizado é uma ótima forma de analisar as discrepâncias acontecidas, dando condições de ajustes futuros, aperfeiçoando as novas projeções de fluxos de caixa.

O objetivo básico é a projeção das entradas e das saídas de recursos financeiros para determinado período, visando prognosticar a necessidade de captar empréstimos ou aplicar excedentes de caixa em operações rentáveis para a empresa, proporcionando um fluxo de caixa equilibrado, otimizando a aplicação, de recursos próprios e de terceiros nas atividades mais rentáveis pela empresa.

Outros objetivos:

  • Saldar as obrigações da empresa nas datas de vencimento;
  • Planejar pagamentos em datas certas para não incorrer em inadimplemento;
  • Ter um fundo com saldo de caixa para eventuais despesas;
  • Quando tem caixa elevado programar para uma melhor aplicação e pelo tempo que depois de analisado o fluxo pode se deixar;
  • Buscar perfeito equilíbrio entre ingressos e desembolsos de caixa da empresa.