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Para se medir a inadimplência de uma carteira deve-se considerar os valores vencidos sobre os valores que se esperava receber até a data do levantamento.
Assim, indo direto ao ponto, a fórmula seria: [valor vencido e não recebido há xx Dias]/[total faturado já vencido].

Com base nesta fórmula é preciso definir:

  1. Primeiro, o que seria valor vencido
  2. Segundo, qual o prazo mínimo a ser considerado
  3. Finalmente a base de total faturado

Valor vencido

Valor efetivamente faturado, cuja baixa não foi efetivada.

Prazo

É preciso ter critério para definir a partir de quanto tempo de vencido um título será considerado inadimplência.

Base (Total Faturado)

A base compõe o denominador desta fórmula: o ponto máximo de atenção será não incluir os valores que foram faturados, mas que estão por vencer.

Desta forma, calcular a inadimplência sobre a base de faturamento, incluindo os valores a vencer, reduz o resultado final e pode indicar um % abaixo do real.

A fórmula de cálculo é apenas parte do que precisa ser levado em consideração para se medir a inadimplência, desta maneira, neste post vamos falar sobre:

  • a diferença entre inadimplência versus atraso, resolvendo a questão do “x” demonstrada na fórmula acima;
  • o quanto é relevante entender a inadimplência.
  • modelos de relatórios, sendo um deles muito utilizado pelas empresas, e outro, que representa uma forma mais eficiente de se realizar este levantamento.

Afinal, como veremos no próximo tópico, entender a inadimplência é tão relevante quanto calculá-la, por isso, sempre recomendamos a segmentação.

Em suma podemos afirmar que diferentes perfis de clientes podem ter diferentes patamares de atrasos ou de inadimplência.

Entendendo a inadimplência

Confira como a inadimplência pode variar:

  • de acordo com o tempo do cliente na base (clientes novos x clientes antigos)
  • por região
  • em função do canal de vendas/ vendedor
  • de acordo com o perfil e experiência dos analistas
  • produto ou serviço
  • de acordo com as safras de aprovação

Definitivamente, ao se efetuar estas medições, as ações para conter a inadimplência, e/ou reduzir os atrasos, serão muito direcionadas e, portanto, mais eficientes.

Quando um atraso se torna inadimplência?

Atrasos são absolutamente normais e costumam ser resolvidos poucos dias após o vencimento ou através das primeiras ações de cobrança.

Algumas empresas até avaliam estes atrasos como oportunidade de receita financeira.

A inadimplência ocorre quando parte expressiva das ações de cobrança foram executadas sem sucesso.

  • Inadimplência significa que as ações de cobrança não resultaram em recuperação!

A identificação deste ponto só é possível quando a empresa possui uma régua de cobrança que garante a execução de ações recorrentes a cada faixa de atraso.

Geralmente aos 60 dias a maior parte das empresas já esgotou parte do arsenal de ações de cobrança.

Nesta fase de atraso já foram os e-mails, as ligações, e até mesmo, o apontamento do débito nos órgãos de proteção ao crédito.

Concluindo, todos os valores que alcançam este patamar devem constar como inadimplência, e não como um simples atraso.

Dependendo do regime contábil da empresa, a esta altura estes valores são passíveis de provisionamento para perdas (devedores duvidosos).

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Exemplos para se calcular a inadimplência de forma mais otimizada

Vamos comparar um modelo que é amplamente utilizado pelas empresas, e como pode nos levar a um falso positivo.

  • % Em aberto/ Faturamento Mensal

Embora esta visão permita que o gestor e toda a empresa identifique de imediato quanto se tem em aberto de cada mês de faturamento, ela não possibilita:

  1. Qualquer tipo de previsibilidade ou de performance das ações.
  2. Não permite ao gestor identificar ofensores ou preparar sua área de forma mais estratégica.
  3. Comparação justa entre os períodos acaba não sendo muito justa, já que janeiro teve muito mais dias para recuperação, do que novembro ou dezembro.

Agora vejamos uma forma mais eficiente:

  • % Recebimento por Faixa

Desta forma, este relatório irá ajudá-lo:

  1. Primeiramente a conhecer a performance de cada período: independente da data em que foi gerado o relatório é possível saber qual foi o % de recebimento em até 10 dias, de 11 a 30 dias e de 31 a 60 dias;
  2. Segundo, a efetuar comparações com períodos anteriores;
  3. Ao associar com os estudos sobre o perfil da aprovação de crédito – em cada um dos meses, irá indicar se existem nichos de maior risco.
  4. Enfim, a identificar se existem quedas bruscas nas primeiras faixas: sempre que isso ocorrer, deve-se voltar e entender os processos de crédito.

Conclusão: sera possível identificar o resultado das decisões estratégicas da empresa, além é claro, da performance da cobrança.

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